Estudámos quatro teorias explicativas da representação da informação: Teoria do Processamento da Informação, Teoria da Codificação Dual, Teoria da Carga Cognitiva e Modelo da Memória de Baddeley.

A Teoria do Processamento da Informação distingue a memória curto prazo da memória a longo prazo, constituindo a interacção dos componentes o foco da aprendizagem. A aprendizagem consiste na transferência de informações relevantes para a memória a longo prazo, que mais tarde possam ser recuperadas quando for necessário. Os designers da instrução estão fundamentalmente preocupados com a função da memória de trabalho. Independentemente do media. As informações relevantes devem ganhar a atenção do aluno, ser realizadas na memória de trabalho e, idealmente, ficar numa forma que permita incorporá-las facilmente na memória de longo-prazo.

A Teoria da Codificação Dual sugere o tratamento separado dos subsistemas verbais e visuais da memória. A informação apresentada em qualquer forma, verbal ou visual, é codificada num armazenamento de memória visual ou num armazenamento de memória verbal. Qualquer destes sistemas de memória é capaz de activar o outro, bem como converter as informações de um sistema para outro. As palavras podem ser codificadas num formato verbal, mas também são capazes de as converter para um formato de imagem, se o conhecimento prévio o permitir. O mesmo pode ser dito para as imagens, cujo sistema pode ser convertido para uma descrição verbal. A ligação entre os códigos verbal e visual fortalece a memória. Para os designers de informação, a apresentação de uma combinação de informações visuais e verbais é susceptível de aumentar as probabilidades de reconhecimento e recuperação, devido às associações reforçadas pela dupla codificação.

Carga cognitiva refere-se à quantidade de informação apresentada e como esse valor compara com o tamanho da memória de trabalho. A Teoria da Carga Cognitiva concentra-se especialmente nas limitações da memória de trabalho. Os materiais instrutivos devem ser criados com uma carga cognitiva teoricamente ideal, visto que a sobrecarga cognitiva prejudica a aprendizagem; e a subcarga cognitiva não gera interesse.
A carga cognitiva ideal varia em razão directa do nível de especialização dos alunos, do volume dos conhecimentos prévios, e o tamanho efectivo da memória de trabalho… para além de aspectos ligados à concepção dos materiais a serem utilizados.

A Teoria da Carga Cognitiva descreve três categorias de carga: carga intrínseca, carga estranha, e carga pertinente. Carga intrínseca refere-se à natureza do conteúdo e ao seu nível de complexidade, que pode ser definida em termos do elemento interactividade, na medida em que se supõe que o aluno interage com outros conteúdos instrucionais deve compreender conteúdo instrucional.

A carga estranha pode ser pensada como o ruído, ou elementos supérfluos de comunicação, que actuam como barreiras à aprendizagem, devido ao aumento de carga que colocam na memória. Por exemplo, usando um grande número de fontes numa secção de texto não se acrescenta nada ao conteúdo, mas aumenta a carga estranha para o leitor que tenta atribuir significado às diversas mudanças.

A carga pertinente pode ser pensada como as coisas que um designer pode fazer para facilitar a carga ideal, como agrupamento de conteúdos, sequenciação e oferta de analogias que podem ajudar as pessoas a entender as novas informações mais rapidamente. Um designer pode trabalhar para reduzir a carga cognitiva, tanto pela redução da carga estranha, como pelo aumento da carga pertinente.

Para Baddeley a memória de trabalho é composta por uma função central executiva. A esta função central executiva compete focalizar a atenção, mudar a atenção, e partilhar a atenção. Informações visuais e sonoras são recebidas por diferentes canais (exemplo: você na sua sala têm a percepção de estar na floresta pelas imagens que vê e pelos sons que ouve) que são combinados na memória de trabalho. Esta também tem capacidade para fazer de interface entre a memória a curto-prazo e a memória a longo-prazo, explicando alguns aspectos da resolução de problemas e da criatividade.

Bons leitores
- são bons descodificadores das palavras;
- têm competências linguísticas;
- têm domínio do conhecimento.
Em qualquer caso, a utilização de vocabulário, estruturas de texto ou domínios familiares ao leitor facilita a compreensão das mensagens.

Bons textos
- usam as palavras consistentemente com pouca ambiguidade;
- usam estruturas explícitas que apoiam o significado;
- a clareza do texto é apropriada para o público alvo.
Quando escolher as palavras, seleccionar aquelas que são mais familiares e menos ambíguas. A organização do texto é tão importante para o significado como as próprias palavras. Quando um texto completo e explícito é utilizado, menos conhecimento prévio é exigido do leitor.



Neto